Se você só escuta música e não para mais para assistir aos clipes, você está perdendo metade da experiência e 100% dos melhores looks dos últimos tempos. Como eu sou um touro de muito bom gosto visual, resolvi listar clipes icônicos que traduzem perfeitamente o espírito da nossa marca.

Prepara o print na tela e vem analisar essa passarela musical comigo:

 

Scream — Michael Jackson & Janet Jackson (1995)

O clipe mais caro da história da música é também uma das maiores obras-primas da estética futurista, minimalista e rebelde dos anos 90. Todo em preto e branco, o visual dos irmãos Jackson dentro daquela nave espacial é o puro suco do que a gente ama: texturas pesadas, cabelos espetados, calças de couro e aquelas blusas pretas com texturas de espinhos que são extremamente agressivas e estilosas. É o manifesto definitivo de quem está gritando contra o sistema com muita marra e roupas impecáveis.

 

Call Me When You're Sober — Evanescence (2006)

Se a Amy Lee já era a rainha do visual alternativo, em Call Me When You're Sober ela se superou ao criar o definitivo conto de fadas gótico moderno. Inspirado livremente na história da Chapeuzinho Vermelho, o clipe é um espetáculo de texturas e drama. A Amy Lee serve tudo com um vestido de cetim vermelho-sangue arrebatador, espartilhos pretos estruturados, luvas longas, meias arrastão e lobos de verdade no cenário. 

 

It's A Hard Life — Queen (1984)

Freddie Mercury com um manto bordado, visual inspirado em ópera italiana, referências medievais misturadas com teatro e drama em cada frame. É exagerado? Completamente. É icônico? Absolutamente. It's A Hard Life prova que maximalismo executado com convicção total não é demais, é exatamente o suficiente. Lição que a moda alternativa aplica até hoje.

 

Lady Marmalade — Christina Aguilera, Lil' Kim, Mya, P!nk (2001)

Quatro artistas, quatro estilos completamente distintos, um clipe que é exercício de identidade visual individual dentro de um coletivo. Cada uma é ela mesma em volume máximo, não tem look genérico, não tem uniformização, não tem ninguém apagando personalidade pra combinar com a outra. É sobre ocupar espaço. Completamente. Lady Marmalade envelheceu bem porque atitude não tem prazo.

 

Rich Girl — Gwen Stefani (2004)

Se hoje a gente fala sobre a fusão de elementos orientais, góticos e fofos no Ocidente, a gente precisa agradecer à Gwen Stefani nos anos 2000. Em Rich Girl, ela não poupou no visual: misturou a estética pirata conceitual com a presença das icônicas Harajuku Girls. O clipe traz o puro suco da moda harajuku, misturando o estilo Gothic Lolita, saias de babados, meias 3/4 e acessórios pesados com uma atitude totalmente pop e urbana.

 

Telephone — Lady Gaga ft. Beyoncé (2010)

Dez minutos. Prisão feminina. Referências a Tarantino, a Thelma & Louise, a diner americano dos anos 50, a fetish wear, a pop art. O clipe entrega tudo: óculos escuros feitos de cigarros acesos, rolos de cabelo feitos de latas de refrigerante Diet Coke e roupas de couro com tachas pesadas. Cada cena tem um look diferente. Cada look tem um conceito. Telephone não é clipe, é curta-metragem de moda alternativa com trilha sonora. Lady Gaga transformou direção de arte em performance e esse clipe é o documento oficial disso.

 

Zero — Yeah Yeah Yeahs (2009)

A patroa do indie rock, Karen O, desfilando pelas ruas de Nova York à noite é a definição viva da nossa atitude urbana. O visual dela nesse clipe é uma aula de punk-glam-grunge: uma jaqueta de couro cheia de texturas, peças brilhantes por baixo e aquela energia de quem manda nas próprias regras. É o streetwear alternativo em sua forma mais crua e autêntica.

 

Jump — Madonna (2006)

A Rainha do Pop passou os anos 80 e 90 ditando a moda do mundo inteiro, mas em Jump ela resolveu dar uma aula de streetwear conceitual direto de Tóquio. Com uma peruca chanel loira platinada ultra marcante, ela misturou uma pegada esporte de luxo com alfaiataria e subverteu o visual das ruas enquanto a galera fazia Parkour ao fundo. É o exemplo perfeito de como a simplicidade de uma peça bem cortada e com atitude urbana consegue engolir qualquer look sem graça por aí. Atemporal e cheia de marra.

 

Kill This Love — BLACKPINK (2019)

Cada look é editorial. Se você ainda acha que pop não é moda, esse clipe muda de ideia em três minutos e quarenta segundos. A transição dos looks é impecável, mas o destaque vai para o visual "tático-chic" (aquelas roupas que parecem de forças especiais, com coldres e cintos pesados), só que estilizadas com elementos rosa, cortes modernos e cabelos perfeitos. É a representação visual exata do lema: prontas para o combate, mas sem perder a pose e o estilo.

 

Estilos diferentes, décadas diferentes, culturas diferentes.

Mas todos com a mesma coisa em comum: look com intenção. Estética com posição. Visual que fala antes da música começar.

Que é exatamente o que a Touro Rosa acredita desde o primeiro drop.

Salva, manda pra quem tem bom gosto, e vai assistir tudo em ordem.

 

— TR
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